PROJETO CULTURAL ABERTURA

  EM PROL DA ÉTICA PARA UM MUNDO MELHOR
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COMBATE A CORRUPÇÃO
 

Qual a causa da corrupção? Por que a corrupção se tornou uma constante, principalmente nos governantes de uma nação? Como poderá ser combatida a corrupção?
A corrupção é conseqüência directa da ausência de valores; quando outros objectivos não existem que não sejam aqueles ligados estritamente ao individualismo, à exaltação do próprio ego, condicionado ao máximo de bem-estar ma...terial-pessoal, ainda que injusto e ilegal, com prejuízo de todos os outros. A corrupção não é exclusiva apenas de governos, mas também da classe produtiva – empresariado, intermediários, comerciantes e produtores. O objectivo de qualquer empreendimento gerador de bens e serviços é o lucro, e o lucro, como um fim em si, não raro se sobrepõe à razão e ao Direto. Quando este lucro se torna ilícito, abre-se mão da ética caindo-se na corrupção; que em outras palavras significa perversão, com todas as suas conotações possíveis. Quando a corrupção se instala nos governos, então, pode-se falar em corrupção instituída. Mas os governos foram eleitos por eleitores. Assim, há que ver quem se elege. Não deveriam tanto ser levados em consideração os feitos deste ou daquele político ou partido, pois que estes podem ser enganosos ou fraudulentos tendo em vista objectivos eleitorais, mas antes, conhecer seu passado, sua “ficha”, e de onde provêm seus bens. Ao serem eleitos, dever-se-ia fazer um levantamento completo de seus bens patrimoniais e líquidos, obrigando-os a assinarem uma comprovação de bens. Os salários, ao se auferir um cargo público de governo, deveriam ser compatíveis com a pressuposta vocação do político que a escolheu, mais que uma profissão, um desejo de fazer progredir uma nação; afinal ninguém os obrigou a tal escolha. No desempenho da função - na gestão do dinheiro público – deveriam estar sujeitos a auditorias da iniciativa privada, após prévia seleção – baseada em critérios de seriedade - e sorteadas, sem aviso prévio. Se alguma irregularidade fosse constatada, imediata suspensão temporária do político em questão, para apuração dos factos e, se constatados, exoneração do cargo e instauração de processo judicial, com devolução do dinheiro roubado aos cofres públicos, bem como cassação de direitos políticos e civis. Por certo que, apesar de todos estes meios, a corrupção não será totalmente banida, já que esta depende da formação de valores dos indivíduos; mas, à medida que estes mecanismos de controlo forem implantados, mais difícil será esta devassidão que lesa direitos e o bem-estar da sociedade como um todo.
A corrupção também atinge a iniciativa privada, principalmente com a formação de um “segundo caixa falso”, com o tráfico de influências, com a sonegação de impostos e superfaturamentos. Portanto, como se pode ver, a corrupção – devassidão – não se limita apenas aos governos, mas também a todos os sectores da sociedade empenhados num mundo de ganância sem limites, onde os interesses pessoais se sobrepõem.

Fernando Figueirinhas.


 
 
 
 
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